Céu da Boca
É noite quando o dia dorme
Insone
Bandido me leva a lua
Aí é quando o couro
Carcome
Olhos estalados
Num céu cheio de estrelas
Sem hora pra voltar
O impresso dos seus sapatos
Decoram o meu papel-chão batido
Enquanto espero
Marco tudo o que sinto
Anoto cada pedaço
Minto, desvio
Piso forte, demarco
E quase desarmo
Dentro de um longo abraço
De um corpo que nem conheço
Objeto não identificado
No céu de um dia agitado
Que quase esqueceu de deitar...
Um grande beijo!
0 Me diziam...:
Postar um comentário