Sobre a Paixão (Tutorial)
Quando as palavras calam a fala
E o ar é tanto que chega a sufocar
Quando a vontade chega tão perto do desejo
Transformando dois
Em um menos só
Quando o coração ocupa todo o peito
E não bate
Derruba
A porta
A janela
Abre cada fresta
Inunda cada vão
Feliz do homem
Que sempre que pode
Perde a razão
O argumento
Transforma água em vento
Chão em céu
E voa livre
Esquecendo do medo
Brilhando pra vida
Um grande beijo!
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
sábado, 17 de dezembro de 2011
Barafunda
Entre o Ser e o Não Ser, Sou
Eu poderia gritar, chorar, espernear
Desistir, quebrar pontes, romper caminhos
Poderia me trancar no quarto, quebrar os discos, destruir arquivos
Queimar as letras, apagar as fotos, excluir registros
Enlouquecer, voltar a ser normal, praticar excellidade da vida
Comprar apenas sapatos pretos, usar sempre dois brincos, cortar o cabelo
Eu poderia engordar 20 quilos, emagrecer 10, estagnar
Poderia nunca mais pintar as unhas de vermelho
Nunca mais acessar e-mails, me casar, ter cinco filhos
Nunca mais escrever uma linha, seguir em frente aos pedaços
Eu poderia quebrar todos os meus dentes e viver na banguelidade
Perder o sorriso.
Poderia não mais maquiar meu rosto, esquecer meus cílios
Não mais piscar
Me viciar em corrida e fugir pra bem longe
Nunca mais comer macarrão, chocolate
Me matar à mingua
Sem amor, sem emoção, enterrar meu dom
Eu poderia
Mas prefiro atravessar a frustração ao meio
Quebrar, deglutir, digerir e continuar
Ter uma idéia atrás da outra, noite após noite
Seguir almejando, desejando, construíndo
Acreditando piamente
Implodir tudo o que tenho
Não me trará tudo o que quero
E eu quero muito.
Eu poderia gritar, chorar, espernear
Desistir, quebrar pontes, romper caminhos
Poderia me trancar no quarto, quebrar os discos, destruir arquivos
Queimar as letras, apagar as fotos, excluir registros
Enlouquecer, voltar a ser normal, praticar excellidade da vida
Comprar apenas sapatos pretos, usar sempre dois brincos, cortar o cabelo
Eu poderia engordar 20 quilos, emagrecer 10, estagnar
Poderia nunca mais pintar as unhas de vermelho
Nunca mais acessar e-mails, me casar, ter cinco filhos
Nunca mais escrever uma linha, seguir em frente aos pedaços
Eu poderia quebrar todos os meus dentes e viver na banguelidade
Perder o sorriso.
Poderia não mais maquiar meu rosto, esquecer meus cílios
Não mais piscar
Me viciar em corrida e fugir pra bem longe
Nunca mais comer macarrão, chocolate
Me matar à mingua
Sem amor, sem emoção, enterrar meu dom
Eu poderia
Mas prefiro atravessar a frustração ao meio
Quebrar, deglutir, digerir e continuar
Ter uma idéia atrás da outra, noite após noite
Seguir almejando, desejando, construíndo
Acreditando piamente
Implodir tudo o que tenho
Não me trará tudo o que quero
E eu quero muito.
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Cobra de Vidro
Arco e Flecha
Te engoli com olhos de traça
E envolvi com teias de aranha
Farejei como quem caça
Desejei toda carícia
Menti como quem reza
Desfolhei cada pedaço
Foquei como quem flecha
Falhei
Deixei leve rastro
Eu quis
Como quem não
Não diz
Nem a metade
Me fiz
Em tantos pedaços
Cadê?
Que não me acho
Te vi
Com todos os olhos
Cadê?
Cadê todo mundo?
Um Grande beijo!
Te engoli com olhos de traça
E envolvi com teias de aranha
Farejei como quem caça
Desejei toda carícia
Menti como quem reza
Desfolhei cada pedaço
Foquei como quem flecha
Falhei
Deixei leve rastro
Eu quis
Como quem não
Não diz
Nem a metade
Me fiz
Em tantos pedaços
Cadê?
Que não me acho
Te vi
Com todos os olhos
Cadê?
Cadê todo mundo?
Um Grande beijo!
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Eu Te Amo (II)
De Longe
A voz me faltou
Não pude dizer nada do que eu queria
Foi além do físico
Mesmo se estivesse a plenos pulmões
A coragem me faltaria
E não por falta de coração
Eu fiquei ali
Como uma criança
Contemplativa
Mirando
Admirando
De longe
E quando me aproximei...
Tive medo
Como sempre
A cada abraço
A cada beijo
Esse medo só aumenta
E eu não sei como dizer
Só sentir
Nada mais difícil que admitir
O amor...
Um grande beijo!
A voz me faltou
Não pude dizer nada do que eu queria
Foi além do físico
Mesmo se estivesse a plenos pulmões
A coragem me faltaria
E não por falta de coração
Eu fiquei ali
Como uma criança
Contemplativa
Mirando
Admirando
De longe
E quando me aproximei...
Tive medo
Como sempre
A cada abraço
A cada beijo
Esse medo só aumenta
E eu não sei como dizer
Só sentir
Nada mais difícil que admitir
O amor...
Um grande beijo!
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