segunda-feira, 16 de maio de 2016

Cuoreficina

É como se na pele dela tudo fosse possível
Permitido
Como se tivesse a capacidade de suportar toda a brutalidade contida em mim.
Porque eu pago. Eu posso. Eu domino. Eu ataco.
Banco a sua fala, alugo o seu corpo, rasgo a sua carne ao avesso. 

Monetizo seu olhar, sua transpiração, seu hálito.
Digo pro mundo que ela não tem coração. 
Ponho o do dedo na ferida sem medo e exponho a mim mesma.
Mas a cada nota não alcançada, a cada ângulo ingrato, a cada imperfeição estampada, ela se vinga.
E assim como ela apanha, me bate.

Quando simplesmente pega o cachê e some 
Completamente indiferente de mim
Dona de si.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Rubato

Fim

Nascer e morrer em vida. Assim somos. Assim vamos. Polarizados. Infinitos. Finitos. Como os pontos finais que precedem a próxima frase ou finalizam o texto. Somos versos inacabados que um dia encontram o seu fim.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Choro Bandido

Segue

Tem choro que é tóxico
Sai rasgando. Cai queimando
Tem lágrima doce. Tem olho que goteja salina
Choro que entope o peito, bloqueia o ar e não deixa a dor sair.. 
Mesmo que tudo escorra
M que a gente quase morra com a falta que esse ar faz
Há que se respirar. 
Há que se espiar por esse olho em maresia
Até quando tudo medra
Segue..

terça-feira, 22 de abril de 2014

Trocando em Miúdos

Viral


Dói o corpo 
O todo. 
Doem os olhos.
Tudo pinga.
O ar rasga. Não oxigena.
Tudo dói.
Não é a cabeça é o que tá lá dentro.
No raio-x um não no lugar do coração.
E não tem remédio
Não tem arde e passa
Tudo corrói.
O peito, a garganta, o nariz
A fala fanha.
Meu silêncio ficou surdo.
De repente esse vazio e...
Tudo dói.