Chão
Quando o céu tá cinza
Em dias não fáceis
Quando o mar tá revolto e o cabelo também
Quando como muito, quando nem
Quando o vizinho tá baile funk no talo
Quando lembro do sim que eu não dei
Danço, danço, danço só pra sentir o chão dançar
Quando o mundo pisca, quando a terra para, os olhos pingam, o corpo chora
No frio pra esquentar, no calor pra espantar,
Bambolê, bola, quadradinho
A cada hiato nosso, em cada momento de de ferro fundido
Enquanto dama, enquanto drama
Careta, de cara, nua
Só o que sei é que
Danço, danço, danço só pra sentir o chão dançar
Por você, pra nós
Enfim a sós,
Danço e danço e danço
Só
PS: Feito em 19 de abril de 2013
sexta-feira, 10 de maio de 2013
Sem Fantasia
Dos Quereres
Quero beber-te quente sem soprar
Sentir-te lava em mim
Cem graus à sombra
Quero sentir-te água corrente, deslizando por entre meus meios
Inundando minhas frestas
Quero comer-te sem mastigar
Chupar-te feito bala que derrete minhas papilas
Quero ouvir-te até ensurdecer
Colher-te sílaba à sílaba
Ler-te em silêncio
Quero-te sólido, quero-te mar
Quero-te ar
Quero-te todo
Quero-te assim
Quero-te em mim
PS: Feito em 10 de março de 2013
Quero beber-te quente sem soprar
Sentir-te lava em mim
Cem graus à sombra
Quero sentir-te água corrente, deslizando por entre meus meios
Inundando minhas frestas
Quero comer-te sem mastigar
Chupar-te feito bala que derrete minhas papilas
Quero ouvir-te até ensurdecer
Colher-te sílaba à sílaba
Ler-te em silêncio
Quero-te sólido, quero-te mar
Quero-te ar
Quero-te todo
Quero-te assim
Quero-te em mim
PS: Feito em 10 de março de 2013
domingo, 7 de outubro de 2012
Faceira
Dos Fálicos
O cetro
A pira
O pau
A cobra
Troncos e galhos
O ponteiro que regula o tempo
Pontiagudos pensamentos
O poste que ilumina a rua
A lua quando mingua
O Sol rompendo a madrugada
Vela acesa
O pé que segura a mesa
O mastro
Microfone que amplia
A guitarra, o baixo
E o violão
Mínimas, semínimas e colcheias também
O picolé lambido
O pirulito
Cenoura, berinjela, pepino
A barraca armada
A feira toda
A seringa que injeta
A mangueira de sucção
Bisturi, chave de fenda
Parafuso
A veia que bomba
O braço, a perna
Língua afiada
Calor
O vulcão
Ponta de cana
Canavial, palmeiras
A lança tupi
A tecnologia de ponta
Falo, falo, falo
Meu dedo que aponta
Você quando penetra
Seu olhar quando me atravessa
Meu silêncio quando te irrompe
Um Grande Beijo!
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Acalanto
Para Ele
Talvez fosse mais rápido
Se você deixasse o vento entrar
E botar tudo no lugar
Mudar de música
Esquecer da mesma cantilena de sempre
Entender que nada está no lugar
Nem nunca vai estar
No fundo somos todos mutantes
Roqueiros, bossistas
E que pouco ou nada importa
Se ela sorriu ou lacrimejou
Talvez fosse mais divertido crescer
Deixar a Terra do Nunca
Largar a mão da criança
E adultecer
Olhar para o espelho e dar bom dia
Esquecer da pele e dar a cara a tapa
Deixar o sol bater com vontade
Absorver o impacto
Dourar o sentimento mais pálido
Talvez fosse mais fácil saltar
Se você deixasse suas asas nascerem
A medida da queda
É a mesma altura do vôo livre
Chega de poda
Chega de nada
Talvez fosse mais simples sonhar
Se você conseguisse dormir
Acorda
E vem ver a vida passar
Vivendo
Um Grande Beijo
Talvez fosse mais rápido
Se você deixasse o vento entrar
E botar tudo no lugar
Mudar de música
Esquecer da mesma cantilena de sempre
Entender que nada está no lugar
Nem nunca vai estar
No fundo somos todos mutantes
Roqueiros, bossistas
E que pouco ou nada importa
Se ela sorriu ou lacrimejou
Talvez fosse mais divertido crescer
Deixar a Terra do Nunca
Largar a mão da criança
E adultecer
Olhar para o espelho e dar bom dia
Esquecer da pele e dar a cara a tapa
Deixar o sol bater com vontade
Absorver o impacto
Dourar o sentimento mais pálido
Talvez fosse mais fácil saltar
Se você deixasse suas asas nascerem
A medida da queda
É a mesma altura do vôo livre
Chega de poda
Chega de nada
Talvez fosse mais simples sonhar
Se você conseguisse dormir
Acorda
E vem ver a vida passar
Vivendo
Um Grande Beijo
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