segunda-feira, 21 de abril de 2008

Bancarrota Blues

Barulho

Silêncio
Uma pausa dramática
Muito barulho
Em nada
Com os ouvidos atentos
Escuto o que ninguém fala
Esse medo
Que se tem
Do nada a dizer
É
Por não se ter mais o que ouvir
Ou pela ausência de conteúdo?
Barulho, barulho, barulho
Esse embrulho de sons
De onde vem?
Não entendo o seu som
Nem comento se é bom
Apenas escuto
O silêncio acabou
Meu Deus
Tava tão bom!


Beijos e até!

sexta-feira, 11 de abril de 2008

A Permuta dos Santos

Às vezes uma coisa leva a outra
Um comentário
Vira o centro
De tantos sentidos
Enquanto isso
Monto o meu cenário
Cada vez mais perfumado e colorido!

Obrigada pelo texto! Lindo demais!


O Fora de Mim Físico

Jeferson Haas

E agora, pequeno novamente
Sem chance para a maior prova de amor
Corrompendo meu discurso, demagogo, assim
Sem chance para dar a mão ou receber a troca

Tempo de mudança
Gira-gira, não mais criança
Tempo de insensatez
Tentando ser feliz...

Ontem, as paranóias do passado
Hoje, a soma das negações
No meu rosto empalhadas

Tempo de mudança
Rodar pião, não mais criança
Tempo de insensatez
Esquecendo de ser feliz...

Sem chance para a resposta positiva
Sem chão para encontrar uma saída

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Geni E O Zepelin

Corpo Estranho

Tudo nela parece desajeitado
Fora do lugar
O nariz
O cabelo
Emaranhado
Tem um caminhar engraçado
Um olho esbugalhado
Que olha não sei pra quem
Com que andará a dividir
Seus sonhos?

Que males são os que vem
Para o bem?
Eu não sei

Que olhares permeam
Seu corpo
Com que gosto?
O português é errado
O pensamento prejudicado
O levar da vida desengonçado

Que males são os que vem
Para o bem?
Eu não sei

Castigo foi o seu parto
Desapaixonada de nascença
Não há doença, nem crença
Que a demova
A idéia é sempre a mesma
Persiste
Essa infinita solidão
é assim
Tão feia, burra
e triste

Que males são os que vem
Para o bem?
Eu não sei


Beijos e até!

domingo, 6 de abril de 2008

A Mão da Limpeza

O Retorno de Saturno

Estava ali sentado
De longe
Não parecia nada
Um olho se abria
Enquanto o resto dormia
Sei que ainda consigo lembrar
O que todos pareciam
Ter esquecido
Nas placas
Setas
Nos desenhos
Alerta
Por onde vou
Onde quero chegar?
Perto e longe
É logo ali
Meus passos
Transformarão o caminho
Nos cantos
Em mim
Procuro sons
Que nunca ouvi
Quem sabe?
De hora em hora
Aquele momento, é pra agora?
Menos ilusão
Menos amarras
Nas buscas, nas ruas
Nas notas que faço
Deixei para trás
O cansaço de quem nunca tentou
Tomei posse de um destino
Até ontem andarilho
Por terras sem fim
Agora sei onde encontrar meus sonhos
Agora sei onde buscar o melhor em mim


Beijos e até!